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02/08/2017 11:55

Eduardo cobra ao ministro da Saúde modernização do trabalho dos Agentes Comunitários

O senador Eduardo Amorim (PSDB-SE) fez indagações ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a Audiência Pública Interativa realizada na quarta-feira, 2, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O parlamentar argumentou que a “ineficiência, sobretudo, na área da Saúde resulta em sofrimento e inúmeras mortes. Essas causas são antigas, não precisa ser especialista para fazer essa observação”.

 

O parlamentar acredita que falta uma política de recursos humanos. Para ele, enquanto essa falha histórica não for resolvida a Saúde não será operacionalizada. Eduardo destacou, por exemplo, que o País possuí mais de 300 mil agentes de saúde e endemias, muitos deles ainda andando com uma prancheta e um colete desbotado. “Era hora ministro de qualificá-los conceber tecnologia a esses profissionais”, disse Amorim.

 

Ricardo Barros respondeu ao senador sobre a política de recursos humanos, segundo ele o MS já tem uma proposta de carreira médica que conflita na Constituição com a irredutibilidade do salário. “As carreiras médicas precisariam iniciar com um salário muito alto, mas a irredutibilidade do salário nos impede de promover alterações. Já existem vários discursos sobre carreira médica, mas ainda, não encontramos juridicamente uma solução”, explicou o ministro.

 

Em defesa dos agentes, o senador afirmou que os profissionais conhecem às famílias e podem fornecer informações delas do secretário de Saúde ao Ministro. “Temos um exército e não usamos. Os agentes poderiam notificar de um tipo de doença ou se naquela família tem alguém desempregado”, explicou ao dizer que “eles devem entrar na linha de prioridade do ministério”.

 

Sobre os agentes, o ministro disse que já está em processo avançado a contratação de informatização para todos os municípios brasileiros. Segundo ele, custará R$ 1,5 bilhão de investimento anula com perspectiva de economizar R$ 20 bilhões. “Os agentes de saúde terão seus tablets para lançar imediatamente informações da coleta nas comunidades, mas é preciso que a unidade básica, também, tenha o computador para a conectividade”, disse Barros afirmando que já está em andamento.

 

Eduardo Amorim cobrou ao ministro, Ricardo Barros, a criação de uma carreira de Estado para profissionais da Saúde. “Eu, como médico desejaria trabalhar apenas em um hospital e não em diversos lugares no mesmo dia. Para que isso ocorresse a contento, os profissionais deveriam ter uma retribuição salarial mínima. É hora de unificar, com dedicação exclusiva”, defendeu Eduardo.

 

Oncologia

 

O senador cobrou a questão dos 80 aceleradores lineares, comprados em 2012 pelo Estado brasileiro. “Na oncologia tem uma placa de um acelerador linear, Sergipe teria sido contemplado. O que lá está é do século passado e constantemente quebra, com essa deficiência as filas só aumentam. Vivemos um caos na Saúde de Sergipe”, relatou Amorim questionando uma posição da entrega do acelerador linear.

 

Sobre os aceleradores, Barros afirmou que já entregou cinco aparelhos Brasil a fora e que o acelerador a ser entregue no Hospital de Urgência tem previsão de entrega para dezembro deste ano.

 

  

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